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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Festcineamazônia conclui Itinerância nos distritos de Porto Velho




Depois de quase dez dias na estrada, o FESTCINEAMAZÔNIA concluiu a primeira etapa de sua itinerancia 2015 pelos distritos de Porto Velho, RO, em Jacy-Paraná, para um público de quase trezentas pessoas.
Com a missão de levar cinema, circo, música e consciência ambiental, principalmente, para regiões pouco assistidas, que não possuem salas de cinema e desprovidas de atividades culturais, como os distritos de Porto Velho, há 13 anos, o FESTCINEAMAZÔNIA atravessa as mais variadas paisagens: estradas esburacadas, atoleiros, as vielas de Lisboa, a altitude andina, a floresta e os rios amazônicos.

Ano pós ano, o Festival, que sempre procura retornar aos mesmo locais, acaba por criar laços afetivos com a comunidade. É fácil de se notar a expectativa dos moradores com a apresentação, assim como, o sentimento de gratidão e amizade para com o projeto.
Desprovidos de ações culturais, o FESTCINEAMAZÔNIA acaba por preencher uma lacuna nestas comunidades, assim como, devido a sua continuidade de ações, contribui a médio e longo prazo na formação de público e nos debates em torno da conscientização das questões ambientais.

Nesta sua primeira etapa de 2015, beneficiou os seguintes distritos: Nova California, Extrema, Vista Alegra do Abunã, Fortaleza do Abunã, Abunã, União Bandeirantes, Nova Mutum (Vila Jirau), Rio Pardo e Jacy-Paraná, sempre com sessões lotadas, seja nas ruas ou escolas, que se transfromaram em verdadeiros cinemas ao ar livre.

Ainda no início de julho deste ano, o FESTCINEAMAZONIA continua sua itinerancia pelo Vale do Guaporé, com apresentações em cidades, quilombos e comunidades ao longo dos rios Guaporé e Guajará, tanto no Brasil quanto na Bolívia, iniciando suas atividades na cidade fronteiriça de Guajará-Mirim e seguindo até a cidade de Pimenteiras, quase no Mato Grosso.

No segundo semestre, ainda, o projeto contará com apresentações em Portugal, Bolívia, Peru, Cabo Verde e em outras localidades da Amazônia brasileira. Alcançando um total de 35 cidades beneficiadas em 05 países. A continuidade do projeto só foi possível por conta do patrocínio do BNDES, que entendeu a necessidade da continuidade das ações do FESTCINEAMAZÔNIA, que democratiza e amplia o acesso à cultura, além de propiciar a fruição dos produtos audiovisuais nacionais.

O Festcineamazônia Itinerante 2015 tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura,Secretaria do Audiovisual, Lei Rouanet, apoio cultural da Prefeitura de Porto Velho, através da Funcultural, Fundaçao Cultural de Porto Velho, Sema, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Semed, Secretaria Municipal de Educação, Semusb, Secretaria Municipal de Serviços Básicos e Iphan. O Festcineamazonia é membro do Greenfilm Network e do Fórum dos Festivais.







quarta-feira, 27 de maio de 2015

Crise vai dificultar acesso a patrocínio cultural, diz diretor do Cine Fest PE



As dificuldades para conseguir patrocínio na área cultural no Brasil tendem a se agravar em um ano de crise econômica, avaliou hoje (4) o diretor do Cine Fest PE, Alfredo Bertini, em entrevista à Agência Brasil. “A gente está passando por um momento difícil, em função dessa crise econômica, que não se sabe o prazo de validade dela, mas no geral é muito difícil, ainda mais quando a gente não está nas áreas mais beneficiadas pelos patrocínios”, disse Bertini.

A 19ª edição do Cine Fest PE foi aberta no sábado (2) e tem o patrocínio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura; do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); da Petrobras; do governo do estado de Pernambuco; da prefeitura do Recife; e da Ambev, além de instituições locais.

Bertini destacou a importância do Cine Fest PE para a capital e o estado de Pernambuco a realização. “Já são 19 anos. É uma história, uma trajetória a ser considerada”. Ele admitiu que, mesmo não sendo um protagonista do bom momento por que passa o setor audiovisual de Pernambuco, o festival é um fator indutor desse processo. "Nós ajudamos, contribuímos de alguma maneira”.

O diretor lembrou que, na época de criação do festival, não havia eventos dessa natureza no estado. Hoje, o Cine Fest PE é referência para o surgimento de importantes cineastas pernambucanos, alguns dos quais reconhecidos em premiações no Brasil e no exterior, como Cláudio Assis (A Febre do Rato e Baixio das Bestas), Kléber Mendonça Filho (O Som ao Redor) e Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus).

“Teve gente que passou por nossas oficinas e se transformou em diretor, teve gente que frequentou e se tornou diretor, teve gente que foi influenciado de alguma maneira. Mas não somos protagonistas. Somos um fator catalisador a mais”. Segundo Bertini, o mais importante nesse processo de formação de novos cineastas é a força da política pública. “No estado de Pernambuco, o governo foi sempre muito presente nessa política a favor do audiovisual.”

A 19ª edição do Cine Fest PE homenageia a atriz de cinema e teatro Helena Ignez, a obra do escritor Ariano Suassuna e o ex-governador Eduardo Campos, que morreu em um acidente de helicóptero em agosto do ano passado. Também será homenageado o músico Alceu Valença, diretor do longa-metragem A Luneta do Tempo (2014), que será exibido pela primeira vez no estado.

O festival se estenderá até o dia 8. Ele engloba quatro mostras: Curtas Pernambucanos, Curtas Nacionais, Longas Documentários e Longas de Ficção. No evento, estão exibidos filmes inéditos, tanto de cineastas brasileiros quanto internacionais. O festival recebeu 720 inscrições e resultou na seleção de 27 filmes, sendo 12 de cineastas pernambucanos. Nesta edição, o evento retornou ao local de sua estreia, o Cinema São Luiz em Recife. Os vencedores das quatro categorias receberão o Troféu Calunga, em solenidade marcada para a próxima sexta-feira (8).

O festival envolve ainda oficinas e mostras itinerantes. O primeiro pacote de oficinas prevê trabalhar técnicas de animação com alunos da rede pública de ensino durante quatro meses, com o objetivo de fazer um curta-metragem, cuja exibição está garantida na programação da edição de 2016 do festival. Já as mostras itinerantes se estenderão até dezembro deste ano. “São contrapartidas sociais do projeto”. Ainda serão definidas as datas e os locais de exibição dos filmes.